Hilda Netflix: Crítica da animação baseada em Graphic Novel
O anúncio de que a graphic novel britânica Hilda iria ganhar uma adaptação pelas mãos a Netflix pegou todo mundo de surpresa. Acontece que não houve nem mesmo rumores a respeito dessa produção.
Até porque, se houve, foram tão poucos que provavelmente foram ditos em voz baixa. Agora que os 13 episódios dessa primeira temporada já estão disponíveis na Netflix, é possível avaliar se esse esforço todo valeu a pena.
Spoiler: valeu sim. Não havia mesmo como errar. Tendo como base a obra de Luke Pearson, que escreveu e ilustrou as HQs, a nova animação Netflix Hilda é uma enorme “bola dentro”, tanto em seu tom quanto em sua produção muito bem acabada.
A animação é muito divertida e tem muito potencial para prender a atenção tanto de crianças quanto de adultos - o que, convenhamos, é um belíssimo acerto.
O fantástico mundo de Hilda
A série se passa em um mundo de fantasia inspirado no folclore escandinavo, onde a protagonista, Hilda, sai do campo para viver na cidade grande juntamente de sua mãe. A partir disso, acompanhamos a jornada de descoberta dessa menina, onde ela faz amigos e experimenta como é viver em um lugar completamente diferente de onde passou a maior parte de sua vida.
E o que chama muito a atenção do público-alvo: Hilda também encontra criaturas bizarras e estranhas, e vive diversas aventuras. A trama aparentemente simples esconde uma leveza de espírito impressionante.
Hilda é, de fato, uma personagem bastante carismática, e é impossível não se importar com ela. Toda a sua trajetória até a cidade grande, enfrentando elfos e outros seres mágicos, é muito legal de acompanhar.
Muitas vezes nem se parece com um desenho infantil: mesmo adultos ficam hipnotizados com as aventuras da garota. Em uma terra farta de lendas, a série Netflix Hilda se dá bem por trazer esses personagens sem pesar a mão.
O traço simples lembra até mesmo alguns cartoons antigos, e esse sentimento meio vintage é realmente encantador. Há um charme nessa produção que é difícil de explicar. Mas basta assistir aos seus episódios para provar desse encanto.
No traço e na voz
Hilda tem a direção de Andy Coyle, responsável por animações como “Atomic Puppet” (quem tem criança em casa deve conhecer do canal Disney XD). E acompanhando o traço com ares clássicos, ele domina bem a cena e não se atreve a tentar dar um ar mais moderno ao desenho.
Pelo contrário: suas escolhas estilísticas fazem com que aquele sentimento vintage que comentamos nos parágrafos anteriores se intensifique. Muitas vezes se dá a impressão de estar assistindo a uma animação da Tooncast, canal que exibe o que há de mais clássico na animação de todos os tempos.
E acredite, não há elogio maior do que esse. Para finalizar, é bom destacar o excelente trabalho de voz da dubladora de Hilda, Bella Ramsey - atriz que pode ser encontrada no elenco de Game of Thrones.
Seu trabalho é de uma doçura delicadíssima, que demonstra que ela se arriscou: um tom acima e soaria caricato demais. É um excelente trabalho que faz com que a série engrandeça. Definitivamente, Hilda é uma série que tem tudo para ganhar mais temporadas na Netflix justamente porque cumpre bem o seu papel: entretém com leveza, bom humor e sem nenhuma apelação.
É uma excelente válvula de escape depois de um dia estressante, seja o espectador uma criança ou um adulto. Veja também as animações infantis (que também são excelentes para adultos): As Lendas, O Príncipe Dragão, Next Gen, Saara, Pato Pato Ganso e Caninos Brancos.
Trailer e informações da série de animação Netflix Hilda
https://www.youtube.com/watch?v=qiLKi2oJdWo Sinopse 1: Um espírito corajoso. Um grande coração. E cabelos azuis.
Ela é amiga de todas as criaturas - e adora uma boa aventura. Sinopse 2: Ao sair da floresta onde vive e ir para a cidade, a destemida Hilda vive aventuras incríveis com os novos amigos e criaturas mágicas que encontra pelo caminho. Idioma: dublado (com opção de áudio original em inglês, e legendas em português); Gênero: Animação intanfil, Fantasia;
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