El Marginal - O Cara de Fora Netflix: Crítica da série (com Trailer Legendado)
Entrando em sua segunda temporada, El Marginal - O Cara de Fora resolve fazer um movimento altamente inusitado para dar continuidade a sua história: resolveu olhar para trás. O novo lote de capítulos do seriado é uma narrativa de origem, ou seja, conta eventos anteriores aos que são mostrados na ótima primeira temporada (assista aqui).
O que é estranho, já que no último episódio da temporada anterior, havia sido deixadas as dicas e ganchos para uma continuação. Essa produção argentina surpreende pela ousadia, mas também frustra aqueles que gostariam de ver a série seguindo com a linha narrativa original.
Além disso, talvez tenha faltado ambição aos produtores e roteiristas em dar, imediatamente, uma continuidade para os fatos ocorridos na temporada finalizada. Com isso, acabamos forçados a voltar no tempo para ver como tudo começou.
Em partes, isso é bom. A pergunta que fica é o timing: será que voltar anos no tempo para mostrar o começo de tudo foi uma boa ideia?
Liberdade para criar
Acontece que, com El Marginal - O Cara de Fora voltando anos no tempo, deu certa liberdade para os roteiristas especularem. A temporada, então, serve para entender como esses personagens acabaram se tornando aquilo que nós já conhecemos.
Podemos perceber que muitas situações já mostradas eram apenas o reflexo de algo que já vinha acontecendo muito tempo antes. Portanto, nada é por acaso. A história de origem de Diosito e Mario Borges (interpretados por Nicolás Furtado e Claudio Rissi) é tão interessante quanto a trama “atual”.
Evidentemente, o talento desses dois atores ajuda bastante. Furtado é o melhor, e seu personagem tem mais camadas com as quais ele pode trabalhar. Sendo um homem imprevisível, Diosito transpira perigo, e Nicolás Furtado sabe como transmitir esse sentimento de urgência.
Outro ponto interessante é a forma como a série desenvolve San Onofre, o lugar onde tudo acontece. Temos aqui uma expansão do que esse local significa e como as pessoas que tomam conta dele chegaram até onde estão.
É uma forma de entender como e por que ele é importante. Esse mérito é todo dos roteiristas, que conseguiram fazer essa série ganhar um novo peso nessa segunda temporada. Ela é totalmente diferente da anterior mas, ainda assim, guarda algumas conexões que nos lembram sempre de onde estamos.
Violência dramatizada
Muita gente pode acusar El Marginal - O Cara de Fora, em suas duas temporadas, de glorificar a violência em nome da arte. Essa é uma discussão válida, mas pode soar exagerada. A série gosta de brincar com os estereótipos desses criminosos, mesmo que boa parte deles seja baseado em história real.
É uma violência dramatizada, que deve chamar atenção apenas porque pode estar acontecendo de verdade em qualquer lugar do mundo. Convenhamos, ninguém poderia chamar a série de implausível.
Mesmo usando de licenças dramáticas para aumentar a tensão e o suspense em alguns episódios, El Marginal - O Cara de Fora da Netflix vale a pena para entender melhor uma trama complexa que envolve o jogo de poder. A quem achava que ela estava fora do timing, é melhor repensar.
Foi uma decisão acertada voltar atrás e entender, definitivamente, por que esses personagens são o que são. Para você que gostou dessa série, recomendamos também El Chapo e Ingobernable.
Trailer e informações da série El Marginal - O Cara de Fora
https://www.youtube.com/watch?v=a-fD6Ael-IA&t=39s Sinopse 1: Rivalidades na prisão e um sequestro são a premissa deste drama sobre um ex-policial em busca de redenção e liberdade. Sinopse 2: Um ex-policial é infiltrado em uma penitenciária para investigar um sequestro e precisa evitar que uma facção de detentos descubra sua identidade. Idioma: áudio original em espanhol com legendas em português; Classificação etária: 18 anos; Ano de lançamento: 2016; Gênero: Policial, Ação;
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